Na minha caixa de bordados, há mais tesoura do que linha, mais alfinetes que agulhas (neste palheiro ainda hei de encontrá-las). Na minha caixa de música dança solitária bailarina, guardiã silenciosa de meus segredos. Da cartola me saltam véus, fitas coloridas, rãs, cobras e lagartos. Na minha caixa de guardados, pequenos delitos, lenços molhados, risos de batom vermelho, madrepérolas, retalhos de sonho, quinquilharias, joias falsas, vidrilhos, bijuterias baratas.

Sente-se à minha mesa, nosso banquete será farto: aguardente e pão sovado, socado a murro. Divido com você as migalhas que me cabem. Seja bem vindo a meu colo decotado.



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